Quando a imunohistoquímica muda a conduta clínica
Na rotina oncológica veterinária, nem todo laudo traz respostas imediatas. Em muitos casos, o resultado histopatológico levanta novas dúvidas e é justamente nesse ponto que decisões importantes precisam ser tomadas com cautela.
A imunohistoquímica surge como uma ferramenta essencial quando o diagnóstico inicial não é suficiente para orientar a conduta clínica de forma segura.
Ela é indicada especialmente em situações como:
-
Diagnósticos histológicos inconclusivos
-
Necessidade de diferenciar tumores morfologicamente semelhantes
-
Dúvidas sobre a origem celular da neoplasia
-
Casos em que o prognóstico influencia diretamente a escolha terapêutica
Ao identificar marcadores celulares específicos, a imunohistoquímica permite refinar o diagnóstico, confirmando o tipo tumoral com muito mais precisão. Isso impacta diretamente na definição do tratamento, na estimativa prognóstica e, principalmente, na comunicação clara e honesta com o tutor.
Na prática clínica, esse nível de detalhamento reduz incertezas, evita abordagens inadequadas e direciona decisões mais alinhadas ao comportamento biológico real do tumor.
Mais do que confirmar um diagnóstico, a imunohistoquímica orienta a estratégia clínica. Ela transforma dados em decisões e dúvidas em caminhos mais seguros para o paciente.